domingo, 22 de março de 2009

Digitais

O prato de cookies invencíveis. Uma pessoa.
Ler que se tornou um não-hábito, seus livros invencíveis.
Um cinzeiro vazio e marcas de dedos na janela, um dia você também me deixou marcas, meu corpo de vidro estatelado. Os cigarros adormecidos em suas caixas moles. Minha boca mole. Meu pulmão cheio de ar. Nunca se sabe quando se quer não respirar. A lembrança dos dias em que o fôlego foi sugado por seus pulmões potentes. Seu coração potente de fumante filtro amarelo. As páginas amarelas. Michês despreocupados. Um, dois, três, quatro... Quantos eu ainda consigo ? Quantos homens ? Quantos cigarros ? Quantos dias ? Vou morrer de tanto respirar. Por favor, me leve e tape a minha boca, sem dó.

Um comentário:

Marina Camargo disse...

Engraçado como as coisas acabam se misturando..