As mãos enfiadas nos bolsos as catas de doces que...
... "derreteram"
" Que merda!"
A mão melada multicolorida manchando a toalha colocada com tanta delicadeza.
"Minha vó é a única pessoa do mundo que não quer me matar"
A xícara com pires e pote de geleia envolto em crochê. Via as mãos dela desfilhar a linha para lá e para cá, era menino. Hoje sou o homem de treze anos, roubo na bolsa da mãe, enrolo fumo e venho tomar o café da tarde na casa da única pessoa no mundo que não quer me matar. Tenho fome.
Divertido as luzes amarelas de alguns cinemas antigos que insistem charme, alguns rapazes são teimosos também acudidos pela perdoável beleza. Com uma pistola de tinta, armada, teimosa sou mais eu, afogada no gesto que puxa o gatilho. Sua falta de doçura, seus atos hiper pensados. Essas cores enjoativas acertam bem no coração. E esses meninos que passam esvoaçando na tela.